quarta-feira, 8 de junho de 2016

planejamento anual para o ensino de historia 6º ao 9º ano



Planejamento anual para o ensino de Historia


HISTÓRIA
Sentido para o estudo da disciplina
No atual contexto político, social e educacional é atribuído ao ensino da História o papel de formar o cidadão que, dentre outras características, seja capaz de compreender a história do País e do mundo como um conjunto de múltiplas memórias e de experiências humanas.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais, propostos pelo MEC, orientam os currículos em geral, e o de História, em particular, para construção de uma nova concepção de cidadania. Este documento propõe rupturas com uma história centrada na formação de um determinado tipo de representação de nacionalidade, assim como numa história centrada na cultura branca européia. A diversidade cultural e sua importância para o avanço da cidadania no Brasil se constitue na idéia central para a formação das identidades das novas gerações e das finalidades do ensino da História.
Atualmente, propõe-se um ensino de História comprometido com o avanço da democracia e da cidadania - processos sociais e políticos para os quais se espera a contribuição das novas gerações.
A seguir, apresenta-se um conjunto de diretrizes que, em consonância com as novas finalidades atribuídas ao ensino da História, visam orientar a prática docente na consecução de aprendizagens (conhecimentos, habilidades, conceitos e atitudes) pelos alunos.
Diretrizes para as Quatro últimas séries do ensino fundamental
buscar sintonia com as renovações históricas
Neste contexto de mudanças historiográficas e sociais, a própria noção de nacionalidade se redefine. Esta não se assentará mais sobre a idéia da homogeneidade, da unidade de interesses e de projetos, mas sobre a idéia da diferença, dos conflitos, das contradições e complementaridades, e estas não só sob o plano político-ideológico, ou sob o plano econômico, mas também sob o plano étnico-cultural, de gênero, etc.
Paralelamente às renovações historiográficas assinaladas, novas concepções de ensino aprendizagem oriundas da teoria sócio-construtivista do conhecimento, das teorias genéticas e sócio-históricas da aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo e social propiciaram a construção de novos saberes históricos escolares e de novas concepções e práticas do ensino da História.

Desenvolvimento do raciocínio histórico
O desenvolvimento do raciocínio histórico, em oposição a um ensino que visa apenas à memorização, implica várias mudanças nas concepções e práticas do ensino da História.
Desenvolvimento da pesquisa temporal
Supõe um trabalho diferenciado com a concepção histórica do tempo e de suas formas de marcação e apreensão em diferentes culturas.
O tempo histórico, como uma construção social, não se limita ao tempo cronológico, à sucessão linear dos acontecimentos no tempo físico. As capacidades de ordenação, de sucessão, de duração, de simultaneidade e de quantificação do tempo necessárias para lidar com a temporalidade histórica não são suficientes para o seu alcance. O tempo histórico é produto das ações, relações e formas de pensar dos homens, e essas ações variam ao longo do tempo cronológico. Em cada tempo histórico - ou em cada presente - coexistem relações de continuidade e de rupturas com o passado, bem como perspectivas diferenciadas do futuro. Assim, as mudanças e permanências que acontecem num determinado tempo não se explicam pelo que aconteceu num tempo cronológico imediatamente anterior; no entanto, não podemos prescindir da cronologia para construir demarcações dos processos históricos.
A história – problema
Preocupada em estudar e compreender as relações entre o presente e o passado e as produções de conhecimento pelos alunos, tem sido constantemente evocada como alternativa para se alcançar o objetivo pedagógico de prover de significado o ensino da História. Visa ao exame analítico de um problema, de questões através de diferentes períodos históricos.
Projetos interdisciplinar
Busca a integração interdisciplinar. A exigência de hoje não é mais somente o alargamento das fronteiras internas às disciplinas. Tornou-se fundamental a escolha de temas, núcleos temáticos, problemas, que possibilitem aos alunos lançarem mãos de conceitos, procedimentos científicos, habilidades de diferentes campos do saber para equacionarem as questões propostas.
Proposta curricular – critérios de seleção dos conteúdos
O CBC de História do Ensino Fundamental tem como eixo integrador o tema “História e Cidadania” no Brasil. A escolha da questão-problema ou eixo norteador da proposta partiu de um problema contemporâneo que pode ser traduzido na pergunta: Quais foram os processos históricos de construção da cidadania e da democracia, considerando as características que essas apresentam hoje na sociedade brasileira?
Nessa perspectiva, serão trabalhados eixos temáticos de acordo com cada ano de ensino, transformados em conhecimentos escolares nos cotidiano educativo. Os eixos temáticos são os que se seguem:
Eixo temático I (6º ano): História de vida, diversidade populacional e migrações;
Eixo temático II (7º ano): Transformações econômicas, influências culturais e colonização portuguesa no Brasil;
Eixo temático III (8º ano): Construção do Brasil: território nação;
Eixo temático IV (9º ano): Brasil, nação republicana.
Nesta proposta, a ênfase atribuída ao estudo da dinâmica histórica brasileira visa, dentre outros aspectos, permitir uma melhor compreensão acerca dos problemas vividos pelos próprios alunos. Foram abordados inicialmente os temas relativos à dimensão “local” e regional da história – ou seja, relativos às realidades mais próximas do aluno –, partindo-se então para a abordagem da dimensão histórica nacional em suas articulações com a dimensão histórica internacional.
Avaliação em história
A avaliação é concebida como um processo que implica diagnóstico, acompanhamento, busca de superação das dificuldades e não apenas provas e testes para medir o desempenho final dos alunos. Isso significa compreender a avaliação como parte do próprio processo de aprendizagem, constituindo-se num grande desafio não só para os professores de História, mas para o conjunto dos professores de uma mesma escola.
O desenvolvimento do raciocínio histórico, da perspectiva temporal e da investigação servirão de parâmetro para a avaliação do desenvolvimento cognitivo dos alunos.
No entanto, é necessário que o professor esteja atento ao fato de que muitas das capacidades requeridas para o desenvolvimento do raciocínio histórico e da cidadania só serão consolidadas no decorrer de um período maior, exigindo persistência no trabalho com um núcleo comum de habilidades e atitudes por meio de estratégias de ensino e de avaliação, que estabeleçam diferentes graus de complexidade ao longo das quatro séries do Ensino Fundamental. O desenvolvimento do raciocínio histórico supõe a ampliação das capacidades de leitura e interpretação de informações diferentes fontes históricas, a identificação de fatos principais, o estabelecimento de relações entre fatores, a construção de argumentações com base em dados e interpretações históricas diversas, a elaboração de idéias-síntese, assim como aprender a lidar com diferentes dimensões da temporalidade histórica.
As novas propostas de ensino-aprendizagem visam superar a aula puramente expositiva; valoriza aulas dialogadas, com questões e problemas que demandam a observação, o estabelecimento de relações e atitudes de pensar e descobrir. Fazem parte destas novas práticas pedagógicas, o trabalho em grupo, os debates em sala de aula, o exercício do diálogo, da polêmica e da argumentação. Essas estratégias permitem a exposição de pontos de vista diferentes e exigem a formação de atitudes que vão desde o respeito à diversidade de opiniões, a capacidade de ouvir e levar em conta o argumento do outro, à colaboração na feitura de trabalhos coletivos.
Prevê-se que a avaliação inclua, além das provas, as observações e registros dos professores, permitindo acompanhar através de fichas individuais o desenvolvimento das habilidades de raciocínio, o processo de construção de cada aluno, a construção pelos alunos de instrumentos (portifólios, memorial) que propiciem a formação da autonomia e reflexão sobre o processo de construção do saber histórico e do sentido desse conhecimento para suas vidas.

6º ANO (5ª série)
Eixo Temático I
TEMA: História de Vida, Diversidade Populacional (Ética, Cultura, Regional e Social) e migrações Locais, regionais e intercontinentais.
Subtema  – Diversidade populacional e migrações no Pará e no Brasil
Tópicos
Habilidades
1-Primeiros povoados: os ameríndios e suas origens.
1.1-Introdução ao estudo da história.
1.1-Caracterizar e diferenciar os povoadores de origem asiática (mongolóides) e de origem africana (negróides) e confortar interpretações distintas sobre sua identidade;
1.2-Problematizar a distinção entre história e pré-história;
1.3-Caracterizar e analisar a origem, evolução e diversidade da espécie humana.
2- População paraense e brasileira: várias origens, várias histórias
2 - Conceito de migração e imigração;
2.2 - Identificar a diversidade populacional do aluno, em termos sociais, étnicos- culturais e de procedência regional; analisar e interpretar fontes que evidenciem essa diversidade;
2.3- Analisar o modo de vida da população paraense, identificando os diferentes costumes.
3- Os primeiros povos no Brasil
3.1-Identificar e Caracterizar os primeiros povoadores do Brasil;
3.2-Analisar o contexto da cultura indígena;
4- Os povos africanos.
4.1- Identificar a diversidade étnica, espacial e cultural dos povos africanos.
4.2- Conceituar escravidão;
4.3- Problematizar a existência da escravidão na África antes da expansão marítima européia;
4.4- Estabelecer diferenças entre tipo de escravidão existente na África e o tipo implantação na América Portuguesa.     
5- Os diferentes povos da antiguidade
5.1- Conhecer o modo de vida dos diversos povos mesopotâmicos, Egípcios, Hebreus, Gregos, Romanos, entre outros;
5.2- Identificar semelhanças e diferenças entre as antigas civilizações. 




    7º ANO (6ª série)
Eixo temático II
TEMA: Transformações econômicas, influências culturais e colonização portuguesa no Brasil.
Tópicos
Habilidades
Expansão econômica européia e descobrimento marítimos nos séculos XV e XVI

Analisar o processo da expansão econômica e marítima européia nos séculos XV e XVI

Renascimento

Analisar a cultura renascentista;
Analisar o conceito de renascimento;
Identificar as teorias surgidas durante esse período

Reformas religiosas
Analisar os motivos que impulsionaram  a ruptura cristã

O “sistema colônia” e a realidade efetiva da colonização: política metropolitana versus diversificação econômica e interesses locais
 Conceituar colonização.
 Analisar as contradições inerentes ao funcionamento do “sistema colonial” como projeto metropolitano que foi constantemente frustrado pelas especificidades e diversidade da América Portuguesa.
 Analisar a formação de um mercado interno na Colônia através do surgimento de vários mercados locais e a constituição de mercados regionais.
 Conceituar mercado interno e acumulação de capital.
 Identificar a existência de acumulação interna de capital no espaço colonial.
 Relacionar as atividades de acumulação de capital na Colônia: controle do abastecimento interno, tráfico negreiro e indígena.


Contribuições para o Brasil: os povos africanos e a cultura 
- Herança africana
- Cultura africana no Brasil



Analisar as contribuições dos povos africanos na cultura brasileira
Os europeus no Pará
Analisar a sociedade da época e as influências portuguesas e espanhóis;
Analisar as diversidades culturais entendendo-as como resultados de um processo histórico. 

A agromanufatura do açúcar e a escravidão



 Analisar e compreender o processo de implantação da agromanufatura do açúcar no Nordeste brasileiro em conexão com o tráfico de escravos e a fixação dos portugueses no território brasileiro.





8º ANO (7ª série)
 Eixo Temático II
TEMA: Construção do Brasil: Território, Estado e Nação
Subtema 1 – A “virada do século”: transformações políticas no Brasil do século XVIII para o século XIX
Tópicos
Habilidades
 Revoluções liberais: industrial, americana e francesa
Compreender o contexto das revoluções e seus impactos para a constituição do mundo contemporâneo de cidadania.
Conceituar historicamente no contexto das revoluções: república, liberalismo e cidadania.
Conceituar e identificar o sistema capitalista emergente e a resistência dos trabalhadores à nova organização do trabalho.
Identificar e analisar o progresso técnico e científico europeu do século XVIII.
 Inconfidências: movimentos de contestação e reorganização da relação metrópole X colônia
Caracterizar e analisar os diversos movimentos políticos no Brasil de fins do século XVIII e início do século XIX.
Analisar os impactos da transferência da corte portuguesa sobre o universo da vida cotidiana e cultural brasileira e, especificamente, sobre a cidade do Rio de Janeiro.
 A Revolução de 1817 e a Independência
Perceber a constituição de uma identidade brasileira, entre fins do século XVIII e início do XIX, em paralelo com as identidades locais e com a identidade portuguesa.

Imperialismo
Analisar o crescimento do capitalismo a partir da expansão imperialista
Ancestralidade e religiosidade: a alma da África no Brasil
Identificar as diferentes manifestações religiosas africanas desenvolvidas no Brasil

Subtema 2 – A experiência monárquica no Brasil
Tópicos
Habilidades
Bases do estado monárquico e limites da cidadania: patrimonialismo, escravidão e grande propriedade
Analisar e compreender as bases socioeconômicas da monarquia brasileira, identificando continuidades e mudanças em relação à era colonial e à época atual.
Conceituar patrimonialismo e estado.
Compreender e analisar os limites da cidadania no contexto da sociedade escravista do Império.
Analisar a Lei de Terras de 1850 e relacioná-la com a questão agrária no Império.
 Mudanças sócio-econômicas, crise política e fim da monarquia
Analisar e compreender as mudanças na organização do trabalho e a diversificação econômica no Império.
Analisar e discutir: o abolicionismo, o republicanismo e a guerra do Paraguai.
Analisar as tensões no interior do Estado: a Coroa em conflito com os militares e a igreja.
O Imperador e a Constituição de 1824: fundamentos jurídicos e políticos da monarquia
Compreender e analisar o processo de implantação da monarquia no Brasil e sua singularidade.
Compreender o contexto político da Assembléia Constituinte de 1823, resultando na formulação da Constituição de 1824.
Identificar as linhas gerais da Constituição de 1988 com a Constituição de 1824, sobretudo no que se refere à cidadania.
 Centralismo X federalismo, ordem X desordem na Regência e início do Segundo Reinado
Analisar e caracterizar os conflitos entre o poder centralizador e o federalismo das elites provinciais (revoltas e rebeliões).
Analisar o processo de “pacificação” das rebeliões provinciais como afirmação do estado monárquico brasileiro.

 Construção da identidade nacional: “branqueamento” e elitismo
Analisar e compreender a formulação de uma primeira identidade nacional como projeto das elites políticas do Império, e, portanto, excludente.
Analisar a educação no Brasil imperial: exclusão das mulheres e da população pobre e escrava.


9º ANO (8ª série)
EIXO TEMÁTICO IV
TEMA: Brasil, Nação Republicana
Subtema 1 – A “República de Poucos”: a República Velha e a dominação oligárquico-federalista
Tópicos
Habilidades
 Primeira República: “modernidade”, grande propriedade, coronelismo e federalismo
Conceituar oligarquia, clientelismo, coronelismo e federalismo e relacioná-los como elementos constitutivos do sistema político oligárquico.
Identificar a estrutura jurídico-institucional do regime republicano brasileiro, contida na Constituição de 1891.
Compreender o significado da construção de Belo Horizonte em termos da modernidade e do ideal republicano.
 Transformações econômicas, sociais e culturais no Brasil da Primeira República
Analisar os partidos políticos, o processo eleitoral na república oligárquica e os limites da cidadania nesse contexto.
Compreender o processo de diversificação econômica no Brasil aliado aos processos de imigração, urbanização e industrialização.
Compreender o processo de transformação da paisagem urbana da cidade do Rio de Janeiro, associando modernidade e exclusão social.
 Relacionar o modernismo e a busca da nacionalidade: a Semana de Arte Moderna de 1922.
 Revolução Russa de 1917 e movimento operário, anarquismo e comunismo no Brasil
 Compreender a Revolução Russa de 1917 e o processo de construção do comunismo na União Soviética e sua repercussão no Brasil.
 Analisar o movimento tenentista e a Coluna Prestes.
Analisar o período entre-guerras e a crise de 1929.


 Subtema 2: A Era Vargas (1930-1945): fortalecimento do Poder Central, a Nação Brasileira “re-significada” e a Cidadania
Tópicos
Habilidades
 Revolução de 1930 no Brasil
Compreender o processo de crise do sistema oligárquico brasileiro, relacionando-o à ascensão de novas forças políticas e econômicas.
Identificar no Brasil dos anos 30 e início dos anos 40 a presença de embates entre comunistas e fascistas.
 A Era Vargas: autoritarismo, estado e nação
Relacionar o autoritarismo do governo Vargas com a ascensão do nazi-fascismo.
Identificar as ambigüidades da política econômica nacionalista do governo Vargas.
Relacionar a II Segunda Guerra Mundial e a industrialização no Brasil.
Conceituar cultura de massas
Analisar e compreender o processo de constituição de uma nova identidade nacional ligada à industrialização e à centralização do poder.
Analisar o papel da propaganda oficial para difusão do novo ideário nacional, utilizando os meios de comunicação (rádio) e as expressões artísticas (música, literatura, cinema).
 Ascensão do nazi-fascismo na Europa
Compreender o processo de ascensão dos regimes extremistas de direita na Alemanha e Itália.

Heranças culturais: manifestações fundamentais para a formação do Brasil
Analisar as contribuições culturais trazidas pelos africanos nas diferentes esferas da sociedade

Subtema 3: A República Democrático-Populista (1945-1964): Avanços e Recuos da Cidadania, Guerra Fria e Internacionalização Econômica
Tópicos
Habilidades
 Novo contexto internacional: fim da Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria
Contextualizar a Guerra Fria e a divisão do mundo em áreas de influência dos EUA e URSS, identificando os conflitos em que essas potências se envolveram na Europa, Ásia, África e América.
Compreender a importância das Revoluções Chinesa e Cubana para a história do século XX, no mundo e no Brasil.

Subtema 4: Anos de Chumbo e Anos Rebeldes: a Ditadura Militar (1964-1985)
Tópicos
Habilidades
1. Repressão, resistência política e produção cultural no Brasil
Analisar o processo de implantação da ditadura militar no Brasil.
Identificar as bases jurídicas e institucionais da ditadura militar: atos institucionais, Constituição de 1967 e Emenda Constitucional de 1969.
Analisar o aparato repressivo militar e paramilitar instituído pela ditadura, com apoio da sociedade civil, para eliminação dos opositores (“subversivos”) e sustentação do regime.
Analisar as mudanças no contexto econômico brasileiro durante a ditadura: internacionalização da economia,industrialização,urbanização, dependência econômica e constituição de uma sociedade de consumo.
Analisar o contexto cultural brasileiro antes do golpe de 64 e a forma como foi afetado; as diversas formas de resistência dos artistas e intelectuais brasileiros: a MPB, os festivais da canção e o cinema novo.

Subtema 5: Estado e Cidadania no Brasil Atual
Tópicos
Habilidades
Democracia e cidadania no Brasil atual
Analisar o contexto de formulação da “Constituição Cidadã” de 1988 e os avanços da cidadania nela expressos.
Contextualizar as transformações mundiais do final do século XX a partir da desagregação do socialismo real.
Analisar o contexto das tensões e reivindicações sociais no Brasil atual:o Movimento dos Sem-Terra (MST) e a reforma agrária; os sem teto; movimento negro; a questão das políticas afirmativas.
Neoliberalismo e tensões sociais no Brasil
Analisar o contexto de estabelecimento de uma “nova ordem” mundial: ascensão dos governos conservadores e do neoliberalismo.
Analisar a eleição de Fernando Collor de Mello e a abertura econômica do mercado brasileiro.
Analisar a mobilização popular e o impeachment de Fernando Collor de Mello (1992).
Analisar a política atual no Brasil.


Organização:
Prof. Luís da Silva

domingo, 8 de maio de 2016

corrupção o mal do mundo





 Corrupção  (O mau que assola o mundo)

Genericamente fala-se em corrupção quando uma pessoa, que ocupa uma posição dominante, aceita receber uma vantagem indevida em troca da prestação de um serviço.
Corrupção o ato ou efeito de se corromper, oferecer algo para obter vantagem em negociata onde favorece uma pessoa e prejudica outra. Tirar vantagem do poder atribuído. O verbo corromper significa "tornar se podre". No Brasil há um projeto de lei aprovado pelo Senado em junho de 2013, e atualmente em análise pela Câmara dos Deputados do Brasil, propondo que se considere um crime hediondo.  Segundo Calil Simão, é pressuposto necessário para a instalação da corrupção a ausência de interesse ou compromisso com o bem comum: "A corrupção social ou estatal é caracterizada pela incapacidade moral dos cidadãos de assumir compromissos voltados ao bem comum. Vale dizer, os cidadãos mostram-se incapazes de fazer coisas que não lhes traga uma gratificação pessoal.
·         Corrupção na legislação
Com a aprovação da lei no Brasil, os condenados por corrupção perdem direito à anistia, indulto e pagamento de fiança para serem libertados. O direito da liberdade condicional diminui e a pena de prisão pode ser de 4 até 13 anos2 .
·         Exemplos de corrupção
  • Oferecer ou aceitar suborno.
  • Favorecer determinada empresa em licitação em troca de algo.
  • Favorecer políticos em troca de cargo público, assistência médica, cesta básica e etc.
·         Tipos de Corrupção
·         Corrupção ativa
·         Corrupção passiva
Aqui no Brasil recebemos uma forte carga da “lei de gerson”, um implante psíquico da década de setenta, dentre tantos outros implantes mentais que foram gerados por décadas neste país e que ajudaram a tornar tudo muito mais difícil neste país.
Então vemos pessoas que não se importam em furar filas, de explorar a natureza, de destruir as matas, de poluir a natureza, de explorar outros seres humanos em trabalhos escravos, de não se importar com a fome e miséria dos demais. Seres que não se importam com ninguém mais a não ser a si próprios como prioridades de vida, mesmo que isto signifique se dar bem, em qualquer circunstâncias, mesmo enganando os outros, vendendo ilusões, vendendo mentiras, criando falsos paradigmas de vidas, incentivando as iniqüidades, a exploração comercial, vendendo modas falsas, pornografias, revistas de nus, psiquismos doentios, traficando drogas mentais e físicas, juntando cinqüenta bilhões de dólares e querem mais e mais, enquanto bilhões passam fome.




Reconhecer dentro de nós mesmos os fatores involutivos e suas manifestações e transformá-los em evolutivos através do auto-conhecimento é o primeiro passo de nossas próprias transformações em direção à luz, de onde viemos e desejamos mesmo retornar o quanto antes.
O que é ser corrupto?
Ser corrupto é tudo que existe de negativo no comportamento atual do ser humano.
Ele quer ser o mais rico, o mais poderoso, o mais lindo, viver num paraíso, ter milhões de escravos, ser o melhor, o mais famoso, viver, curtir, ter tudo do bom e do melhor, e tudo isto sem ao menos se importar com os “outros”.
Todos estes desequilíbrios tem origem sempre no ser humano individualmente. Se ele crescer no sentido de se tornar um adulto e evoluir mentalmente juntamente com os demais, o mundo evoluirá e será mais justo e equilibrado em todos os sentidos.
O elemento determinante no crime de corrupção é o elo entre aquilo que é prometido ou entregue e o objetivo que se pretende alcançar, a saber a adoção de um determinado comportamento. Existe corrupção, mesmo que o ato (ou a sua ausência), seja ou não legítimo no quadro das funções desempenhadas pelo interessado, não se tenha realizado. Da mesma forma existe corrupção qualquer que seja a natureza ou o valor do benefício.
O ato unilateral de oferecer, dar, solicitar ou receber uma vantagem, é suficiente para existir corrupção. O acordo entre as partes constitui uma circunstância agravante do crime.
Para refletir.
1, Explique quais os tipos de corrupção que você observa em seu município.
2, Explique qual é o elemento determinante na pratica da corrupção.
3, Caracterize corrupção moral ou estatal e seus efeito na sociedade.
4, O que deve ser feito para que o Brasil possa mudar e diminuir o ritmo de crescimento da corrupção.

 A educação é a prova de sua liberdade
                                                                                                    Luís da Silva

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Eu poderia



                                        
Eu poderia ter escrito um texto Exaltando a beleza das flores. O perfume das rosas, a grandeza do sol, a escuridão das noites, o clarão dos dias, a formosura dos montes, a inospidez do deserto, a insipidez das aguas, eu ainda poderia ter escrito sobre a alegria do circo, sobre a gostosura do chocolate, sobre o azul  infinito do céu, eu poderia ter escrito sobre a inocência de uma criança, sobre a experiência de um ancião, eu poderia! Eu ainda poderia ter descrito toda a beleza de um castelo, a magia dos contos de fadas, o encantamento de uma fabula, eu ainda poderia ter escrito sobre o conhecimento dos livros, sobre a ausência deles!! eu poderia. Eu poderia ter escrito sobre o apagar das luzes, o fechar das portas, o ruído dos carros, o barulho dos ventos o suar das ondas, o canto dos pássaros, eu poderia! Eu poderia ter escrito sobre mar, terra, montanha, sol, lua agua, eu poderia ter escrito sobre as infinitas coisas bonitas que todos os dias para mim se descortina diante dos meus olhos. Eu poderia!! Eu poderia ter escrito sobre as cidades, carros, pessoas, florestas, pássaros, ruas, rios, estradas, pontes, bosques. Eu poderia!! Eu ainda poderia ter escrito sobre o transmitir do conhecimento, o transformar da vida. Eu poderia. E ainda que eu tivesse escrito sobre todas essas coisas nada eu teria dito para satisfazer a minha alma. Por que todas as coisas da minha vida só tem sentido se nelas estiver presente o ser mais sublime de quem ainda não falei: a mulher