quarta-feira, 8 de junho de 2011

Meio Ambiente responsabilidade de todos


            História ambiental.


 História, ambiente, política: e o caminho da historia ambiente na América Latina, que foi trabalhado como seminário, é um artigo da autora Stefania Gallini, que faz uma leitura sobre o caminhar deste campo na região e mostra três autores que tem caracterizado a literatura  publicada na América Latina: as teorias e os métodos da história ambiental latino americana, a leitura cultural da história ambiental, e o estudo das interlocuções entre expansão territorial bens de exportação e novos conhecimentos entre 1870 e 1930.
            Segundo Gallini, há uma importância de resgatar uma perspectiva histórica para estudar não somente as transformações ambientais, como também as formas e os métodos que se tem utilizado para estudar e interpretar os fenômenos ambientais e a natureza, as idéias e representações da natureza, as respostas sociais e culturais que cada sociedade e grupo humano tem dado aos ecossistemas que se transformam. Sua proposta é encontrar formas transdisciplinares, não unilineares de investigar e entender o meio ambiente e sua relação com a sociedade.
          De acordo  com  a autora, a comunidade cientifica que dedica-se a esse campo de estudos ambientais tem crescido muito em análises, variedades temáticas, aspectos geográfico e metodológico. Para ela a América Latina é um campo com grande potencial acadêmico em história ambiental. Existe uma gama de autores que tem contribuído com essa realidade no campo da história ambiental na América Latina.
         Há uma certa dificuldade em circular estas informações e as contribuições em sua maioria provém da base bibliograficamente sólida e que está disponível em espanhol, para poder desenvolver a docência e a investigação da matéria na América Latina. A autora afirma que já tem algum tempo que algumas universidades da América Latina tem aberto cursos na área de história ambiental. Mas que segundo ela, não tem nenhum curso de pós graduação na área específica de história ambiental.
         Gallini,  salienta ainda que são três os caminhos que os estudiosos em sua maioria tem seguido. Uma linha de claro desenvolvimento na literatura recente da história ambiental latinoamericana tem sido a interrogação teórica e metodológica acerca deste campo. A segunda temática tem tentado investigar com a cultura e o meio ambiente estão inter-relacionados e se transformam mutuamente. Por ultimo, é detectável o terceiro caminho, que reúne talvez a maioria das investigações e publicações. Esta é a história de como os ecossistemas latinoamericanos tem sido transformados profundamente pelas forças da economia mundial durante os séculos XIX e XX.
           Gallini afirma que os estudiosos latino americanos tem prestado continua e crescente atenção nas definições de história ambiental. Jonh Mcnill (2003) afirma que a história ambiental latinoamericano cresceu, e que esse crescimento alimenta uma reflexão geral e agrega valores culturais específicos, e isso contribui para a diversificação da literatura, que antes era predominantemente angloxasonico.
          Gallini afirma que surgiu nesta região a história ambiental surgiu como resposta ética para aqueles intelectuais latinoamericanos que observaram com preocupações às muitas perguntas emergenciais aos nossos contemporâneos.
         Para ela consciência ecológica e movimentos ambientais constituem o humo o combustível para o aparecimento e fortalecimento da história ambiental. William Cronon em seu livro Uncommon Ground, mostra as preocupações de historiadores e ambientalistas nos EUA em repensar as relações sociedade-natureza e fortalecer os argumentos antiambientalistas que neste momento tombam os Estados Unidos.
        A interdisciplinaridade também tem sido um ponto em comum a cerca da historia ambiental. Segundo Gallini, Fernando Brodel já escrevia sobre os rios, terras e montanhas muito antes do surgimento das transversais e da interdisciplinaridade. De maneira surpreendente e com sabedoria a história latinoamenricana tem sido capaz de promover debates interdisciplinar para mostrar a verdadeira importância desse campo da história.
          Gallini em seu texto Inveção da história ambiental afirma que apesar do estado avançado do desenvolvimento da disciplina história ambiental seus participantes preciso seguir incansavelmente com a novidade e para isso conta com todos os seguimentos sociais.
Stefania Gallini coloca em realce a importante (e não tão difundida entre os historiadores, segundo ela) ligação entre a história ambiental e a história cultural, sendo que a primeira tem como pilar teórico a noção de que a natureza, em constante interação e integração com as sociedades humanas, torna-se parte ativa da própria história humana. A história ambiental, assim, funde-se com a história humana, a história dos povos, gerando profícua interação entre os estudos da cultura e a história ambiental, onde se pode achar campo fértil para a exploração dos conteúdos políticos e culturais nos vários desdobramentos que podem ser analisados dentro das sociedades humanas com relação ao meio ambiente. Conseguinte, a historiografia ambiental latino-americana, segundo a autora tem-se ocupado, nos últimos tempos, da tarefa de estudar como as culturas tem participado na construção da relação das sociedades com o meio ambiente.  
A autora faz uma abordagem historiográfica evidenciando um diálogo entre historiadores que já trabalharam o tema, como Christian Branstrom (2003), Guhl (2008), Uribi (2008), Patiño (1990-93 e 2003) e Crutzen (2008). Isso ela faz em todo o seu trabalho com outros autores, mas aqui, o que se percebe é que há um objetivo de relacionar política e economia para só então em linhas finais, defender a formação da história natural.
Para fazer esta relação, é focalizado o sistema de coleta natural de matérias-primas, como forma de suprimentos, que visa de maneira prioritária o desenvolvimento econômico de países latinos americanos. Em seguida, a mesma deixa claro que a politização deste sistema se converte em fatores análogos com características renovadoras. O que se demonstra através disto é uma preocupação com a destruição do meio ambiente. Com a proposta da substituição de combustíveis poluidores pelos os menos poluidores.
Porém, Gallini não se prendendo diante desta preocupação, parte para uma discussão objetivada na transição que se descende a partir das exportações de matérias- primas em produtos agropecuários, cuja finalidade é também a exportação. Que mais tarde tomam a forma de agroindustriais, devido aos meios dimensionais, estruturados nos poderes aquisitivos de interesses vindos de outros países não americanos. Interesses esses que estão ligados à economia de mercado internacional.

Luis da Silva e Manoel Oliveira

eldorado e suas Peculiaridades

Eldorado é mesmo um lugar de destaques naquilo que tange seu umilde e memoralvel povo, veja que emtre todos os problemas que vive uma sociedade, Eldorado ainda tem a destreza para festejar, isso por que há tanto tempo esse povo sofrido não tinha mitivos tao grande para se alegrar, no emtanto agora tudo isso que já passou e que o povo não tem necessidade de relembra já não faz mais parte da vida dessa gente. 
Finalmente,  Eldorado vive momentos de euforia tendo em vista a grande festa que se aproxima, que será realisada no sabado dia 11, a prefeitura está se comprometendo em fazer uma grande realização para ficar na memoria do seu povo querido que merece sem sombra de duvias. Será na ocasião ofertado muitos serviços a comunidade, como: Emisão de documentos, atividades educativas, shou de musicas internacionais e um grade churrasco. será tambem entregue a população algumas obras já prontas com; a escola do setor I, a energia do setor I, a ampliação da escola Jose Carlos no Gravatar, a Ponte do abaeté, a Reforma da Escola Liberdade, posto de saude e muitas outras obras serão anunciadas para deleite de uma sociedade que há muito tempo esperava por oportunidades como essa. valeu Genival, esparammos que tudo isso seja ampliado pela sua coragem.

Perfil do Professor da EJA

Perfil do Professor da EJA

       Introdução,


          As experiências humanas são construídas através do tempo. Contudo o tempo não é uma construção humana linear e progressiva. Todos nós estamos circunscritos a vários fenômenos de temporalidades diferentes. O tempo da sociedade industrial, não é o mesmo das sociedades tradicionais. Bem como o tempo dos jovens é outro se comparado à idade adulta ou à velhice.
Pensar o tempo na EJA vai além de definir uma medida. Pressupõe pensar que os sujeitos jovens e adultos estão envolvidos em várias temporalidades circunscritas à vida e não à escola. São os tempos do trabalho, das relações familiares, do cuidado com a saúde do filho, do lazer, de ir à igreja, do pagode, da afetividade, etc. Destaca-se que o tempo do trabalho firma-se como ordenador dos outros tempos da vida desses sujeitos. A partir dele é que os sujeitos articulam os outros tempos, inclusive o tempo da escola.
Considerar, portanto, a condição de trabalhador do educando da EJA é imprescindível para se configurar o tempo escolar. A flexibilidade dos processos educativos é o imperativo que se apresenta aos projetos pedagógicos das escolas. Assim, as temporalidades escolares na EJA horários duração das aulas, calendários, tratamento dado à freqüência — e a organização do trabalho, não podem ser rígidas, não podem inviabilizar o direito à educação, têm que ser inclusivas de seus sujeitos. As temporalidades escolares é que devem estar adaptadas às temporalidades dos sujeitos e não o contrário.
A educação de Jovens e Adultos não é restrita ao atendimento “escolar”. A EJA possui toda uma particularidade, para alem do “ensinar” àqueles que não concluíram (ou até nem começaram) os estudos escolares. A primeira especificidade é justamente o sujeito-educando dessa modalidade: os sujeitos da EJA, não são simplesmente definidos por características culturais:
“isto é, apesar do corte pela idade (basicamente não-crianças) esse território da educação diz respeito a reflexões e ações educativas dirigidas a qualquer jovem e adulto, mas delimita um determinado grupo de pessoas relativamente homogêneo no interior da diversidade de grupos culturais da sociedade contemporânea”.

De acordo com SCARAMUSSA (2006), a EJA no Brasil se constitui muito mais como produto da miséria social do que do desenvolvimento da Nação. São conseqüências dos males do sistema público regular de ensino e das precárias condições de vida da maioria da população, que acabam por condicionar o aproveitamento da escolaridade na época apropriada. Uma massa considerável de excluídos do sistema formal de ensino, por se encontrar em condições de vida precárias ou por ter tido acesso a uma escola de má qualidade ou, então, por não ter tido acesso a escola, se defronta com a necessidade de realizar sua escolaridade, já adolescentes ou adultos, para sobreviver em uma sociedade onde o domínio do conhecimento ganha cada vez mais importância.
É necessário que os novos profissionais da educação façam essa desmistificação e que transforme a educação de jovens e adultos em um campo do ensino inserido no sistema que possa ser visto por todos como mais uma etapa de estudo na vida do educando.

Nesse sentido, os governos precisam assumir mais claramente uma atitude convocatória, chamando toda a sociedade a engajar-se em iniciativas voltadas a elevação do nível educativo da população. O ter desse chamado deveria completar, especialmente, a motivação para que todos continue aprendendo ao longo da vida, de que a necessidade, a vontade e a possibilidade de aprender são inerentes a todos os seres humanos, do nascimento à velhice. A aprendizagem precisa ser assim compreendida em sentido amplo, como parte essencial da vida, e o desinteresse por aprender como eloqüente prenuncio da morte. Em tal contexto cultural a educação de adulto poderia deixar de ser associado ao atraso e à pobreza e passar ser tomado como indicador do mais alto grau de desenvolvimento econômico e social.

É necessário que a sociedade tome consciência que a condição do estudante da EJA não é uma condição natural, isso se faz presente pela falta de oportunidades, ou pela própria condição econômica que vivencia o país. Em virtude disso há uma entrada precoce no mercado de trabalho nas mais variadas condições o que provoca um afastamento dessa clientela das salas de aulas regulares, o que depois de uma frustração profissional, apegam-se na necessidade de uma qualificação escolar fato que acaba por trazer novamente esse estudante para as salas de aulas, agora com uma idade incompatível com o nível de escolaridade que devia está cursando.
Embora esses alunos colecionem todas essas dificuldades não podem viver a margem da escola e:
Ao entrar em um curso de Educação de Jovens e Adultos, o estudante não estará apenas sendo alfabetizado. Isto é muito pouco para o conteúdo do direito à educação. Além da alfabetização, etapa propedêutica, o aluno deve ter acesso aos conhecimentos que todo o indivíduo que freqüenta a escola na idade convencional está recebendo. Conhecer o mundo em que vive para poder agir sobre ele com consciência crítica e efetividade, sobretudo em nosso tempo, não pode dispensar a escolaridade plena. Como Freire (1983), acredita-se que a educação de jovens e adultos não deve ser apenas simples técnicas mecânicas de ler e escrever. Nesse caso, a formação de professores para esse tipo de ensino deve ir além de treinamentos e cursos de capacitação, que os torne apenas um técnico em aprendizagem. Faz-se necessário, em contrapartida, além de teorias, o conhecimento de uma metodologia voltada para uma educação diferenciada, considerando a especificidade do universo da educação de jovens e adultos.

Assim, são tão importantes para a Educação de Jovens e adultos certos conteúdos que os educadores devem lhes ensinar quanto à competência para analisar a sua realidade cotidiana e participar, satisfatoriamente, de processos decisórios.
Em função de suas múltiplas responsabilidades frente a esta modalidade educacional específica, o educador de jovens e adultos deve fazer, regularmente, uma revisão crítica de sua própria atuação, permitindo que os principais interessados, que são os alunos, manifestem suas opiniões a respeito do que se tem construído em sala de aula, a partir desta interação entre educador e educando.
O professor entrevistado para o nosso trabalho tem múltiplas responsabilidades, atuando tanto na EJA quanto no ensino fundamental regular. Isso acarreta funções diferenciadas tornando pouco produtivo o seu trabalho. Essa maneira de trabalho, de certa forma prejudica o aluno, pois o mesmo não terá um bom acompanhamento deste educador durante o seu processo educacional.
Contrariando essa condição do educador em questão, GADOTTI (1979), afirma que a educação de jovens e adultos deve ser sempre uma educação multicultural, desenvolvendo conhecimentos prévios e fazendo sempre a integração na diversidade cultural, a qual leva o educador a conhecer bem o seu campo de trabalho, pois assim terá o conhecimento necessário para desenvolver projetos relacionados à educação com qualidade.
Para o nosso entrevistado a falta de formação específica é uma das dificuldades mais freqüente, para aqueles que trabalham com a EJA, haja vista que o programa fica sempre em segundo plano para as autoridades por se tratar de uma parte menor do contingente escolar.
Perguntado se planeja suas aulas, o professor respondeu: “Devido as diferenças de idade dos alunos tenho de fazer planejamento diferenciado para atingir pelo menos parte dos objetivos” Para Michele Guimarães o rumo da educação se muda acreditando no educando, na sua capacidade de aprender, descobrir, criar soluções, desafiar, enfrentar, propor, escolher e assumir as conseqüências de sua escolha.
A ausência de fundamentação teórica também se configura como um dos problemas enfrentados pelo nosso entrevistado, visto que ele afirma que não conhecer outro autor que discute a questão da EJA além de Paulo Freire. E isso para a alfabetização de Jovens e Adultos pode ser considerado um entrave aos trabalhos práticos. A falta de uma visão teórica mais ampla pode de certa maneira limitar as condições de trabalho do professor.
De acordo com o entrevistado, em relação ao material didático de apoio ao professor, a realidade está bem diferente de algum tempo atrás, quando este material era apenas um desejo do professor. O material que era usado pelo educador era o mesmo usado pelos alunos do ensino regular, em função do atraso da entrega do material didático da EJA. São tão importantes para a educação de Jovens e Adultos certos conteúdos que os educadores devem-lhes ensinar quanto à competência para analisar a sua realidade cotidiana e participar satisfatoriamente de processos de evolução sócio - econômico e cultural. Esse processo evolutivo dentro desta realidade agora está mais próximo, pois hoje já existe material didático especifico da EJA na escola em que ele trabalha.
Não existe para o entrevistado um processo teórico de avaliação. Para ele são utilizadas apenas as metodologias adquiridas nas formações continuadas, proporcionadas pela Secretaria Municipal de Educação, com carga horária de 6 (seis) horas mensais. E para avaliação apenas o processo contínuo (avaliação continuada).
Conclusão:
A posição ainda marginal ocupada pela EJA no interior das políticas públicas faz com que não contemos com diretrizes de formação de educadores ou com centros educativos especialmente dedicados a essa formação. É preciso identificar as especificidades que delineariam o perfil do educador de jovens e adultos, a partir das quais possam ser definidas as diretrizes de sua formação, ainda em construção.
Para o entrevistado isso pode ser encarado como uma das maiores dificuldades para o processo de ensino/aprendizagem da EJA. A falta de formação específica acarreta insegurança e senso de incapacidade neste professor que conseqüentemente não irá conseguir desenvolver o seu trabalho com perfeição.
A identidade da EJA está ainda em definição. Se essa definição se restringir a classificá-la como uma modalidade da educação escolar, permaneceremos apenas no campo da regulação, e haverá pouco espaço para considerar sua especificidade na formação dos educadores. Entretanto, se ela se definir como um campo plural de práticas educativas que não se esgotam na escola, e que se alimentam de um impulso emancipador, então a questão da especificidade se coloca de maneira decisiva para a formação dos educadores.
As questões precisam ser enfrentadas sob os aspectos quantitativos e qualitativos. De um lato, existe um contingente massivo da população cujo direito humano e constitucional não tem sido respeitado. São cidadãos e cidadãs brasileiros cujo potencial nunca foi plenamente desenvolvido.
É esse cidadão que é sempre marginalizado por sua condição socioeconômica e que tem sempre seus direitos atropelados, e são na sua maioria favelados, desempregados, negros, viciados. E que as condições sócias está muito alem da realidade do aluno do seu período normal.



terça-feira, 7 de junho de 2011




UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE HISTÓRIA


















MULTILADOS: A MEMORIA DO MASSACRE DE ELDORADO DOS CARAJÁS













LUIS DA SILVA PEREIRA





PARAUAPEBAS-PA
JUNHO DE 2011



1 IDENTIFICAÇÃO DO TEMA

Memória dos Mutilados do Massacre de Eldorado do Carajás



                                                             
3 RESUMO

O presente trabalho pretende apresentar  reflexões a cerca da construção da memória dos mutilados do Massacre dos trabalhadores rurais  Sem Terra (MST) de Eldorado do Carajás em 17 de abril de 1996. Sabe-se que a História oficial Está nos livros e nos documentos, nos filmes e nos discursos de dirigentes. Mas ao lado do que a escrita e a imagem registram, existe uma visão dos acontecimentos que pode ser recuperado através da memória.[1] E é com o propósito e usando o conceito de memória proposta por Le Goff,  Eclea Bosi, José Assunção Barros, Antonio Montenegro e Alessandro Portelli, que darão norte a produção do trabalho de recuperação dos fotos através da lembrança.  Pretende-se através da memória resgatar aquilo que os jornais e livros não noticiaram, e como o fato vem sendo lembrado através dos tempos dês do acontecimento até o ano de 2010, e que estão guardadas na memória daqueles que presenciaram o lamentável acontecimento.  
  

 









4 INTRODUÇÃO
     

 É preciso reconhecer que muitas de nossas lembranças, ou mesmo de nossas idéias, não são originais: foram  inspiradas  nas conversas com outros. Com o correr do tempo, elas passam a ter uma história dentro da gente, acompanham nossa vida e são enriquecidas por experiências e embates. Parecem tão nossas que ficaríamos surpresos se nos dissessem o ponto exato de entrada em nossa vida. Elas foram formuladas por outrem, e nós, simplesmente, a incorporamos em nosso cabedal. Na memória dos casos creio este não seja um processo consciente.     
                                                                                                          Ecléia Bosi


         Estamos vivendo em uma época em que grande parte das histórias contadas das lembranças deu lugar às historias oficiais e celebrativas.[2] Os grandes eventos e acontecimentos históricos passaram a ser contados através de uma linguagem cientifica que é construída em face de muitas pesquisas e investigações. Embora a história oficial não tenha objetivo de promover o desaparecimento das histórias contadas usando a lembrança como fonte, esse tipo de veiculação dos acontecimentos históricos tem perdido o seu lugar de destaque na maneira de se fazer a história. É bem verdade que as histórias contadas oralmente tendo como fonte a lembrança ainda são repassadas nos lugares onde a informação demora a chegar.
            Em decorrência desta memória, enquanto atributos humanos desenvolvidos através de marcas em seu corpo, o homem, com experiência sentimentos limites que os colocam em sofrimento conseguem mesmo, como por exemplo: a consciência de culpa ou “má consciência” [3] É nesse propósito de refletir a cerca dessas questões que envolvem a construção da memória como fator social que possui relevância dentro do contexto de reconstrução dos fatos que optei a se enveredar pro este caminho da historia, com a intenção de através da memória dos mutilados fazer com que se perpetue na lembrança o triste dia 17 de abril de 1996 em Eldorado do Carajás.
O Massacre de Eldorado do Carajás de 17 de abril de 1996, foi um fato histórico de grande proporção, e fez  o pequeno município do sudeste do Pará,  de vocação agrícola, ganhar as páginas de jornais do mundo inteiro.  Esse fato lamentável que ultrapassou todas as barreiras do que pode ser aceito pela sociedade, teve grande repercussão e foi veiculado por toda imprensa mundial. No entanto sabemos que os fatos históricos que tem grandes repercussões são muito noticiados pela mídia por algum tempo, mas depois são esquecidos. Em face disso, não queremos reviver o terror  do massacre nem tampouco os transtorno de vidas de pessoas mutiladas,  mas sim preencher as lacunas dessa história deixada pela mídia. Segundo Freitas (2003), talvez seja esta falsidade, no que se refere à pesquisa historiográfica, que faz com que a “historiografia esteja fadada a ser sempre uma parte da historia das idéias ( e vice-versa) uma vez que sua ocupação com o registro está impregnada das impressões (fantasmagórica ou não) do não registro”[4] A necessidade de narrar a barbárie e a insuficiência  de linguagem  diante do horror e do paradoxo que põe em cheque a relação entre o real e o ficcional, entre historia e ficção. É possível a realidade verbal, de linguagem traduzir um excesso de realidade “vivida”?[5] É nesse propósito que farei com que a experiência vivida pelos sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás ultrapasse as barreiras do esquecimento e possa ser perpetuado para alem daqueles que vivenciaram o triste e fatídico episodio.
Não podemos deixar que um fato dessa proporção caia no esquecimento, e não perca o sentido pois só perde o sentido aquilo que não tem importância. Porém o massacre de Eldorado foi um fato de grande importância, sobretudo para aqueles que sobreviveram àquele dia e para tanto merece ser contado e relembrado, e para ser contado e necessário que se organize as lembranças tanto individual quanto coletiva e para isso foi criado a associação dos mutilados do Massacre de Eldorado do Carajás. Não somente para manter viva a lembrança do Massacre, mas para fazer valer os direitos sociais.
            Este trabalho pretende fazer uma abordagem na íntegra de uma memória viva que reflete e ao mesmo tempo está emanado na lembrança de quem vivenciou o triste acontecimento, e que faz o pensamento de toda sociedade. O tema  explicitará o que de fato está guardado nas lembranças daqueles que presenciaram e foram protagonista do triste episódio, e assim é parte viva e vivida da história do Massacre de Eldorado do Carajás.
            Segundo Jacques Le Goff,  a falta ou perda voluntária ou involuntária,  da memória coletiva nos povos e nas nações,que pode determinar perturbações graves da identidade coletiva.[6] levando em consideração a importância do acontecido temos a possibilidade de explorar uma gama de informações que certamente ainda estão latentes na lembrança de todos que de certa forma fazem parte dos que sobreviveu ao Massacre.  É certo de que a lembrança desse povo ainda possa causar certa estranheza ao ser abordado por um tema que muito lhe causou sofrimento. Porem a memória  não é apenas um instrumento de armazenar e recuperar o passado, mas torna-se uma base importante durante toda vida.[7] A toda hora, somos capazes de recuperar aspectos de nosso passado: é como se nos contássemos historias a nós – mesmos,[8] e a sociedade necessita que essas lembranças se torne objeto de conhecimento de todos, fonte de informação que possa levar conhecimento para aqueles que ainda não ouviram ou não leram a historia desse povo que um dia foram alvo de uma brutal falta de ordem por parte de um sistema que ante de tudo deveria proteger a sociedade. 
             Quando relatamos nossas mais distantes lembranças, nos referimos, em geral, a fatos que nos foram evocados muitas vezes pelas suas testemunhas. Pode-se recordar sem ter pertencido a um grupo que sustente nossa memória?[9]. Ao nos referimos do Massacre de Eldorado do Carajás,  será que o fato ainda está  presente na lembrança de todos que de alguma forma os vivenciaram? Estarão os mutilados e sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás dispostos a esclarecer os mecanismos concernentes a uma trajetória histórica de homens, mulheres e crianças que lutavam em defesa de uma vida socialmente digna?  E que, no entanto, foi aniquilada e corrompida pelos malefícios do estado que naquele momento teria como papel principal garantir a proteção de todos. Procuraremos estabelecer relações entre os fatores que de alguma maneira promoveram os procedimentos necessários, propícios e pragmáticos do que significou o massacre para aqueles que vivenciaram, levando em consideração as peculiaridades de cada sobrevivente, especificando a consciência objetiva e subjetiva dos mesmos, a partir das percepções emanadas no contexto de vida real, dando ênfase no desenvolvimento promocional de uma nova filosofia de vida particular dos que ali estavam.
        Buscaremos através da memória coletiva e individual da conta da importância do ocorrido, contextualizando com a repercussão que se diluiu dentro do cenário cultural e político do Estado e da própria Região.



          O que caracteriza a dimensão social da pesquisa e do pesquisador, na medida em que compreende a sua inter-relação, e o seu contexto histórico atrelado a uma rede de significados e interesses que atenda às necessidades da sociedade capitalista, é o que determinam paralelamente a esse processo, a legitimação de um conhecimento comprometido com a realidade histórica.[10] Esse trabalho consiste em analisar o papel da memória  como um elemento construtivo do processo de reavivamento da historia.

































CAPÍTULO 1

MEMÓRIA DA IMPRENSA
           

I.I O dia do confronto.

È difícil entendermos um acontecimento da dimensão do que aconteceu em Eldorado do Carajás  sem entendermos antes o contexto histórico dessa região.
Desde o inicio da colonização do Brasil, os conflitos pelo domínio e posse da terra são constantes. Conflitos esses que envolvem vários sujeitos ao longo da história. Desde a época colonial, as relações econômicas desencadearam diversos conflitos seja no campo, ou na cidade. No que tange o campo, vários foram os fatores que favoreceram os conflitos, dentre eles; os pesados tributos cobrados sobre a produção agrícola e a posse da terra, as disputas entre fazendeiros, religiosos e mineiros, a escassez dos produtos agrícolas, a expropriação da terra, e a tentativa camponesa de não ser apenas contingente de mão-de-obra para os grandes latifúndios.
Os conflitos no campo serviram durante toda a história do Brasil para reforçar o poderio econômico e político dos grandes fazendeiros, uma vez que a presença deles no âmbito político é significativa e se estende até os dias de hoje. Sobretudo no estado do Pará que apresenta uma dinâmica histórica de ocupação de suas terras desde a implantação acelerada de projetos desenvolvimentista e das gestões fraudulentas  de órgãos  públicos que foram criados para “bem cuidar” (analisar, distribuir recursos e gerenciar processo); do engessamento do poder publico estadual e da esperteza de oportunista de plantão[11] que pretendiam apenas tirar vantagem da complexa  situação que se formou o extenso território desse estado.  Para que se entenda a natureza e a contundência dos conflitos fundiários que aconteceram e que acontecem ate hoje na região amazônica, e em especial no estado do Pará, é importante que seja recuperados alguns fatores do processo de ocupação das  terras que foram acontecendo desde os primórdios da colonização brasileira, pois o que se constrói no tempo presente apóia-se no “tecido” econômico, político e social que deu sustentação às bases formativas da história.[12]
Dentro da dinâmica de ocupação e luta pela terra percebemos a atuação de vários grupos organizados que formam um conjunto que promovem o desencadeamento dos conflitos  e massacres  pela posse da terra no sudeste do Pará. Esse conjunto em sincronia entre si formam uma estrutura sangrenta que gera uma cultura de violência e reproduz os mecanismos de apropriação da terra.  
           Essas apropriações na maioria das vezes são indevidas, de maneira irregular onde os grupos usa para isso  o poder econômico e político para fazer do bem comum, que é a terra, o seu bem particular fator que ajuda a explicar o grade numero de conflito envolvendo o meio rural. O camponês leva desvantagem sempre, isso se dá pela própria condição social dos indivíduos que se encontra na sua maioria em situação de necessidade e que só os resta o caminho: a estrada. A estrada que os levará à cidade[13] ou a estrada que os levará à  luta por um pedaço de chão de onde possa  retirar o sustento de suas famílias.
            Para Octavio Ianni,  o camponês  encontra-se geralmente na condição de classe subalterna  e é essa condição de submissão que fez  dessa camadas social ao longo do
tempo massa de manobra para um mercado de mão-de-obra barata ou muitas vezes ate mesmo    de condições sub humanas. Segundo OCTAVIO IANNI:

A própria diversidade da condição camponesa é essencial á compreensão da sua condição subalterna. São sitiantes, colonos, parceiros, meeiros, arrendatários, moradores, agregados, posseiros, ou índios, mestiços, negros, mulatos, brancos, isto é, trabalhadores rurais que combinam condições  sociais, econômicas, políticas e culturais bastante peculiares; às vezes muito diversas das condições sociais, econômicas, políticas e culturais prevalecentes a nível da sociedade nacional. Ao lado dos valores, padrões e laços  de cunho comunitário, desenvolvem-se   valores,  padrões  e  laços  determinados     pela expansão do mercado. Mesclam-se a produção de valores de uso e troca, o compadrio e o dinheiro a prestação pessoal e o contrato, a liderança do chefe local e as exigências do poder estatal.[14]


Essa agregação de valores inversos é sempre um fator que promove inquietações nos mais variados grupos sociais, sobretudo naqueles que sofrem na própria pele essa inversão de valores e são eles os que reagem de diversas maneiras. Para Octavio Ianni a condição subalterna não elimina o protesto, a reclamação, a exigência, a reivindicação.  Sob condições em geral muito adversa, o camponês  reage em diferentes modalidades: resignação, indiferença, fatalismo, tocaia, banditismo social,  revoltas, liga camponesa, messianismo, sindicatos, partidos políticos , revolução. Todos esses fatores não são apenas mecanismos de aparição social ou movimentos para serem vistos pelo poder publico, mas sim meios para fazer valer assim os seus direitos, que é o direito a terra. A sociedade foi se transformando, conquistando seu espaço, buscando seus direitos e se conscientizando de que a passividade e a não libertação de certos dogmas seriam, com certeza, um diploma de derrota.[15]
Os conflitos agrários na Amazônia não são fenômenos  novos, e ganha visibilidade a partir da década de 80, passada  mais de uma década da política de colonização da Amazônia.[16]
 
Nesta década a situação econômica e social do estado do Pará passa por situação de diversidade, com o termino das obras da Belém - Brasília, os trabalhadores que eram em sua maioria oriundos de outros estados fora deixados a mercê da sua própria sorte e à sua maneira lutavam pala sobrevivência.  Muitos desses trabalhadores migraram para cá, visando melhorias de vida, empregos nos grandes projetos mineradores ou impulsionados pelo desejo de riqueza rápida através da garimpagem. No entanto se deparam com uma realidade totalmente contrária, onde ficam relegadas as mais diversas situações, inclusive o de trabalho em regime de “escravidão”.[17] 
A situação econômica e social que se apresentava o Pará no decorrer dessa década foi um dos fatores que propiciou o aumento nos índices de conflitos agrários e aumentou assim o nível de violência no meio rural e urbano, foto que se estendeu até os dias atuais.
Os trabalhadores em situação de miséria e sendo expulsos de suas terras, sentem a necessidades de organização, pois é nessa época que a violência contra eles se acentua. Surge então o (MST)[18] Movimento dos trabalhadores Rurais Sem-Terra, a partir daí começam as ocupações organizadas da terra. E as reivindicações de desapropriação de latifúndios improdutivos.
Logo, a violência na fronteira surge, dentre outros motivos, a partir dos conflitos pela definição dos títulos de posse entre posseiros, de um lado, e grileiros e fazendeiros de outro. Os posseiros, mais frágeis diante da possibilidade do uso da violência por parte dos latifundiários e, ainda, pela força que estes têm junto à classe política, são, geralmente, expulsos. Assim, resta à população expulsa de suas terras duas opções: continuar na fronteira velha a trabalhar como assalariado, posto que há uma crescente urbanização da fronteira (BECKER, 1991; OZÓRIO DE ALMEIDA e CAMPARI, 1995; TORRES, 1992), ou então, migrar para abrir uma nova região de fronteira.[19]
Embora a violência no campo já estivesse presente no Pará, foi a partir de 1884, que se intensificaram os conflitos tanto no campo como no meio rural, fazendo desta região  do país um triste marcador das tragédias sociais e campeão nas estatísticas de mortes de trabalhadores rurais. Fato que em hipótese alguma pode ser apresentado como casual ou isolada, inscreve-se no rol da questão agrária paraense, amazônica e brasileira com a sua face mais perversa, a violência.[20] Acontecimentos que são muitas vezes noticiadas pela imprensa local e ate mesmo nacional, mas que rapidamente desaparece da mídia e com ele o esvaziamento do debate em torno da questão, em face disso, essas mortes passam a  ocupar apenas  dados estatísticos que alarmam e entristecem a parte mais desassistida da sociedade, mais é só, porque a violência é marca, é parte do processo de luta pela terra nesta região da Amazônia.[21] E é essa “luta pela terra”, que promove um caminhar rumo ao desconhecido das famílias que em acampamentos à beira das estradas em busca de um pedaço de terra para plantar, mas que jamais sabe o que os esperam no dia seguinte o muitas vezes são enfrentamento com grupos de capatazes, pistoleiros ou  até mesmo grupos rivais que disputam a mesma terra.
É importante interpretar esses episódios mais ou menos explosivos, e das manifestações, mais ou menos planejadas e organizadas, dessas lutas. À medida, pois, que essas manifestações que se multiplicam em diversos cantos do Pará ou da própria Amazônia tenham, no seu povo um fundamento Sólido em algo que as originou e as sustentam,[22] Foi em busca dessa sustentação que a fazenda Macaxeira na região de Eldorado do Carajás foi ocupada por um grupo  do MST. Que viram nesse grande latifúndio improdutivo,  um fio de esperança de vida melhor, impulsionados por um perspectivas, e com o favorecimento desses fatores o movimento fez da fazenda Macaxeira suas “residências” provisórias. O que não imaginavam é que a custa de muito sangue derramado a Macaxeira se tornaria  definitivamente suas residências.
Nos relatos feitos do Massacre através dos meios de comunicação, e pelos trabalhos científicos sobre o mesmo e nos depoimentos de sujeitos participantes do acontecimento é evidente a dinâmica de luta pela posse da terra na região sudeste do Pará. Nos bastidores  desses relatos  estão questões econômicas sociais e políticas que desencadeiam os conflitos na região e refletem algumas características da situação nacional no que tange as questões envolvendo o campo. No entanto não são apenas esses fatores presentes nos relatos que justificam a extrema violência na região. Essa violência é dotada de natureza cultural implícita na cultura de nosso país. A violência surge como “ajuste” das relações cotidianas e se perpetua como “padrão de comportamento” sendo absorvido como “modelo socialmente válido de conduta”.
A história desse povo que hoje habita a macaxeira, que agora leva o nome de Vila 17 de Abril, em Memória dos mutilados, foi produzida a custa de muitos desalentos, desenganos e acima de tudo um derramamento de sangue desnecessário.
Contar a História do massacre de Eldorado do Carajás é sem duvidas colocar  seu povo diante de uma lembrança que todos querem esquecer. Visto que a vila 17 de Abril hoje vive momento de paz embora a imagem do dia do confronto ainda seja latente na memória de cada um.
Não quero com esse trabalho fazer esse povo sofrido e pisoteado passar novamente  por transtornos de reviver os  momentos de angustia, porém não podemos calar a voz daqueles que um viram seus direitos serem sucumbidos justamente por parte daquele que deveria protegê-los. Não me cabe aquir interpreta as contradições dos fatos contados tanto pelos sujeitos que participaram do evento quanto pela imprensa que a noticiou com muita ênfase embora  dotado de muito sensacionalismo. Não me ponho aqui em  minha narrativa memorialista,[23] fazer marcação pessoal dos fatos. Porém relatar como as memórias dos fatos foram se construindo na imprensa e na lembrança dos que vivenciaram o evento.

 Falar nem sempre é pragmático, no sentido de coordenar a ação sobre
o mundo, no entanto falar aproxima as pessoas e as coloca num campo de significados comuns. É um contacto de experiências no qual tomamos um prazer especial. (...) uma espécie palradora, em que os relacionamentos sociais se reforçam através do bate-papo,  graças ao qual reduzimos a solidão à qual nos condena a nossa individualidade e os mundos próprios que construímos para nós  mesmos. Não se trata de uma memória-hábito, mas uma memória de eventos únicos, uma memória bergsoniana das coisas em constante transformação, da qual nos fala Ecléa,[24]

É essa memória traduzida em palavras e que transmite uma experiência vivida  que quero abordar nesse trabalho, uma memória cheia de significados que se une a falas que embora emotivas e cheia de fragmentações é portadora de significações que nos aproxima da realidade.    










           

           


[1] MONTENEGRO, Antonio Torres. História ral e memória, a cultura popular revisitada, 6ª Ed.- São Paulo: Contexto, 2007.
[2] BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade, p. 18.
[3] Memória: construção sangrenta, Leila Navarro de Santana.
[4] Freitas, 2003, p. 09. In Debates e noções no campo da historia da educação.
[5] Livia Reis Testemunho como construção da memória
[6] Jacques Le Goff, Historia e Memoria 1924. p.421.
[7] Priscila Peixinho Fiorindo O papel da Memória Construtiva na Produção de Narrativa Oral Infantil a Partir da Leitura de Imagens em Seqüência.
[8] Ateliê Editorial. A Memória Partilhada.Resenha de Bosi, Ecléa. (2003)
[9] BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade Lembranças de Velhos. P. 406.
[10] Melo Silvia Sousa de. formação de professores: Caminhos e Descaminhos da Prática Docente - Universidade da Amazônia, Belém – Pará, 2001.
[11] CASTRO. Maria da Conceição Araujo. MOBILIZAÇÃO DO TRABALHO NA AMAZÔNIA, O Oeste do Pará entre grilos, Latifúndios, cobiças e tensões. São Paulo, Junho de 2008
[12] Idem.
[13] OLIVEIRA. U. de Ariovaldo. A longa marcha do campesinato brasileiro: movimentos sociais, conflitos e reforma agrária (2001)
[14] IANNI. Octavio. Revolução Camponesa na America Latina. In SANTOS. José Vicente T. dos. Revoluções Camponesas na America Latina. Campinas/SP; Editora UNICAMP, p. 28.
[15] LEME. Regina Aparecida Polmonari. Uma visão criticada efetividade do direito de propriedade no Brasil.
[16] SANT’ANNA Andre Albuquerque YOUNG Carlos Eduardo Frickmann. Direitos de Propriedade, Desmatamento e comflitos rurais na Amazônia
[17] SILVA, da Gardenia Rodrigues, Os Conflitos Agrários no Sul do Pará: O Massacre de Eldorado do Carajás (1996). 
[18] Movimento social oficializado em 1984, que reivindicava da reforma agrária no pais através de diversas formas, dentre elas a ocupação de latifúndios improdutivos, caminhadas, congressos dentre outras.
[19] SANT’ANNA Andre Albuquerque YOUNG Carlos Eduardo Frickmann. Direitos de Propriedade, Desmatamento e comflitos rurais na Amazônia.
[20] MACEDO, Catia Oliveira. Diferenciação sócio-econômica e campesinato: O Caso dos assentamentos Cristo Rei, Ubá e Rio Branco no Sudeste do Pará. 
[21] Idem.
[22] HÉBETE. Jean, Cruzando a Fronteira 30 anos de estudo do campesinato na Amazônia/Jean hébette.       – Belém: EDUFPA, 2004.
[23] BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade Lembranças de Velhos. P.26.

[24] ADES César. Ateliê Editorial O tempo vivo da memória: Ensaio de Psicologia Social.  USP São Paulo.