quinta-feira, 23 de junho de 2011

Proposta de uma atividade para Sétima Série do Ensino Fundamental





UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE HISTÓRIA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA







Proposta de uma atividade para Sétima Série do Ensino Fundamental



Avaliação apresentado à disciplina de História Indígena e do Indigenismo do Curso de Graduação em História oferecido pela Universidade Federal do Pará.






Anamuth Ferreira
Bárbara Marques
Iraildes Alves



Parauapebas - PA
2010
1. Proposta de atividade

Ao preparar uma atividade a ser executada em sala de aula, o professor deve estar seguro dos tipos de conhecimentos, habilidades que pretende desenvolver em sala de aula. Deve conhecer a capacidade cognitiva dos alunos e ainda determinar os critérios da avaliação[1].
A atividade que aqui propomos é uma das diversas possibilidades para se trabalhar em sala de aula competências e habilidades inerentes ao conteúdo que servirá de base para o desenvolvimento desta atividade: Os povos indígenas como sujeitos históricos.
A postura mais comum no Ensino de História sobre as populações indígenas é aquela que não as consideram como sujeitos históricos, colocando-as a margem das narrativas históricas[2]. Isto porque o saber histórico escolar tem como referencial uma história heróica, linear, eurocentrica. Por meio desses referenciais as populações são representadas como vítimas e passivas. Entendemos, entretanto, que essa postura precisa ser redefinida pelo professor de História. Este deve permitir que os alunos percebam os povos indígenas como sujeitos históricos, capazes de agir e pensar sobre sua própria condição histórica. Nesse sentido, devem-se criar situações de ensino e  aprendizagem em que os índios sejam apresentados como sujeitos históricos.
Para tanto, pretendemos proporcionar aos alunos o conhecimento do conceito sujeito histórico e o desenvolvimento de competências e habilidades que permitam os alunos apontar características que indiquem os índios como sujeitos históricos.
Apresentaremos então um texto didático e imagens para que o aluno perceba e aponte as características de sujeitos históricos e um documentário[3] sobre os povos indígenas para que perceba e aponte as características específicas dos povos indígenas que os tornem sujeitos históricos. 
Esta proposta de atividade se fundamenta nos conhecimentos a cerca das fases de desenvolvimento cognitivo apresentadas por Jean Piaget, isto é a criança só consegue pensar corretamente se os exemplos ou materiais que ela utilizar para organizar seu pensamento existirem de fato e se puderem ser observados.  Como também na proposta de Lev Seminovitch Vygotsky em que o processo de formação do pensamento ocorre em meio à vida social e pela comunicação estabelecida entre a criança, o adolescente e o adulto, o qual permite a assimilação de experiências anteriores.
Os critérios de avaliação terão como base as medidas referenciadas a critério[4]. Esta medida busca verificar o alcance de objetivos pelos alunos, orientando-os sobre possíveis ações de melhoria com relação aos desempenhos falhos, estimulando-os em caso de insucesso. As medidas referenciadas a critério desempenham papel importante na avaliação formativa[5] da aprendizagem. As informações obtidas a partir desses referenciais interessam tanto ao estudante quanto ao professor, porque, ao especificarem erros de aprendizagem que precisam ser corrigidos, são motivações para uma aprendizagem bem-sucedida. Em contrapartida as informações são significativas para o professor, porque permitem organizar estratégias para tentar amenizar ou resolver as deficiências que prejudicam o ensino-aprendizagem.


2. Texto didático

Índios, Sujeitos Históricos

Os sujeitos da História são pessoas que desempenham ações conscientes individuais ou consideradas como heróicas, de poder de decisão política de autoridades, como reis, rainhas e rebeldes.
Podem ser todos aqueles que, exprimam suas especificidades e características, sendo líderes de lutas para transformações mais amplas ou de situações mais cotidianas, que atuam em grupo, ou isoladamente, e que produzam para si ou para uma coletividade.
Podem ser trabalhadores, patrões, escravos, reis, camponeses, políticos, prisioneiros, crianças, mulheres, religiosos, velhos, partidos políticos, etc., que praticam diversas as ações: escrever uma carta ou um diário, construir uma casa ou um prédio e diversos utensílios, plantar, protestar, guerrear, dançar, desenhar, etc.
Em se tratando dos indígenas, podemos afirmar que eles são sujeitos históricos? Antes de responder a essa questão observem as imagens abaixo e procure perceber as ações estão sendo desempenhadas por eles.


























































































A partir dessas imagens podemos perceber que os povos indígenas são sim sujeitos históricos. Isto por que desenvolvem diversas ações conscientes, individuais ou coletivas.  Dançam, plantam, constroem seus utensílios, protestam, reivindicam e etc.

3. Enunciado da atividade

Após a leitura do texto e tendo observado as imagens, assista ao documentário, Povos indígenas contra a construção de Belo Monte, escreva um texto de pelo menos dez linhas, apontando as características dos povos indígenas que os tornam sujeitos históricos.

4. Chave de correção
A partir do texto, das imagens e do documentário os alunos deverão ser capazes de apontar por escrito as ações desenvolvidas pelos povos indígenas que os caracterizem como sujeitos históricos.



















Referencia Bibliográfica


CUNHA, Manuela Carneiro da. Introdução a uma história indígena. In: História dos índios do Brasil. São Paulo: Cia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura; FAPESP, 1992. p.9-24.
DEPRESBTERIS, Léa. Avaliação da Aprendizagem do ponto de vista técnico-científico e filosófico – político. A construção do projeto de ensino e a avaliação São Paulo, v. 2005. www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_08_p161-172_c.pdf.
FERNANDES, Domingos. Avaliação aprendizagem e currículo: para uma articulação entre investigação, formação e prática. In: BARBOSA, Raquel Lazzari Leite (org) Formação de educadores: Artes e técnicas - ciências e políticas. São Paulo: Editora UNESP, 2006.
VIANNA, H. M. A perspectiva das medidas referenciadas a critério. Educação e Seleção. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, n. 2, p. 5-14, 1980.




[1]DEPRESBTERIS, Léa. Avaliação da Aprendizagem do ponto de vista técnico-científico e filosófico – político. A construção do projeto de ensino e a avaliação São Paulo, v. 2005. www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/ideias_08_p161-172_c.pdf.
[2] CUNHA, Manuela Carneiro da. Introdução a uma história indígena. In: História dos índios do Brasil. São Paulo: Cia das Letras; Secretaria Municipal de Cultura; FAPESP, 1992. p.9-24.

[3]Documentário. Povos do Xingu contra a construção de Belo Monte. Disponivel em: http://www.youtube.com/watch?v=YgtC93oUfNU


[4]VIANNA, H. M. A perspectiva das medidas referenciadas a critério. Educação e Seleção. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, n. 2, p. 5-14, 1980.
[5]FERNANDES, Domingos. Avaliação aprendizagem e currículo: para uma articulação entre investigação, formação e prática. In: BARBOSA, Raquel Lazzari Leite (org) Formação de educadores: Artes e técnicas - ciências e políticas. São Paulo: Editora UNESP, 2006.

Nenhum comentário:

Postar um comentário