sábado, 4 de junho de 2011

projeto de pesquisa.






UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE HISTÓRIA
DISCIPLINA: METODOLOGIA II
PROFESSOR Dr. ANTONIO OTAVIANO VIEIRA JUNIOR
ALUNO: LUIS DA SILVA PEREIRA







PROJETO DE PESQUISA



















                                                                                               
















Parauapebas, junho 2010


UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE HISTÓRIA
DICIPLINA: METODOLOGIA II
PROF. Dr.: ANTONIO OTAVIANO VIEIRA JUNIOR
ALUNO:  LUÍS DA SILVA PEREIRA














PROJOTO DE PESQUISA




Projeto realizado para a disciplina de metodologia II, sob a orientação do professor Dr. Antonio Otaviano Vieira Junior. 
























Parauapebas junho 2010





SUMÁRIO












1 DEFINIÇÃO DO TEMA...........................................................................................4
2 OBJETO.....................................................................................................................4
3 RESUMO....................................................................................................................4
4 INTRODUÇÃO..........................................................................................................5
5 JUSTIFICATIVA,..........................................................................................................7
6 PROBLEMÁTICA.....................................................................................................8
7 METODOLOGIA ......................................................................................................9
8 CRONOGRAMA........................................................................................................11
9 FONTES E BIBLIOGRAFIA ...................................................................................12



                                                                                               















Parauapebas junho 2010


1 IDENTIFICAÇÃO DO TEMA

Memória dos Mutilados do Massacre de Eldorado do Carajás



                                                             



2 OBJE TO

Associação dos  Mutilados do Massacre de Eldorado dos Carajás


3 RESUMO

O presente trabalho pretende apresentar  reflexões a cerca da construção da memória dos mutilados do Massacre dos trabalhadores rurais  Sem Terra (MST) de Eldorado do Carajás em 17 de abril de 1996. Sabe-se que a História oficial Está nos livros e nos documentos, nos filmes e nos discursos de dirigentes. Mas ao lado do que a escrita e a imagem registram, existe uma visão dos acontecimentos que pode ser recuperado através da memória.[1] E é com o propósito e usando o conceito de memória proposta por Le Goff,  Eclea Bosi, José Assunção Barros, Antonio Montenegro e Alessandro Portelli, que darão norte a produção do trabalho de recuperação dos fotos através da lembrança.  Pretende-se através da memória resgatar aquilo que os jornais e livros não noticiaram, e como o fato vem sendo lembrado através dos tempos dês do acontecimento até o ano de 2010, e que estão guardadas na memória daqueles que presenciaram o lamentável acontecimento.  
  

 




4 INTRODUÇÃO
     

 É preciso reconhecer que muitas de nossas lembranças, ou mesmo de nossas idéias, não são originais: foram  inspiradas  nas conversas com outros. Com o correr do tempo, elas passam a ter uma história dentro da gente, acompanham nossa vida e são enriquecidas por experiências e embates. Parecem tão nossas que ficaríamos surpresos se nos dissessem o ponto exato de entrada em nossa vida. Elas foram formuladas por outrem, e nós, simplesmente, a incorporamos em nosso cabedal. Na memória dos casos creio este não seja um processo consciente.      
                                                                                                          Ecléia Bosi


         Estamos vivendo em uma época em que grande parte das histórias contadas das lembranças deu lugar às historias oficiais e celebrativas.[2] Os grandes eventos e acontecimentos históricos passaram a ser contados através de uma linguagem cientifica que é construída em face de muitas pesquisas e investigações. Embora a história oficial não tenha objetivo de promover o desaparecimento das histórias contadas usando a lembrança como fonte, esse tipo de veiculação dos acontecimentos históricos tem perdido o seu lugar de destaque na maneira de se fazer a história. É bem verdade que as histórias contadas oralmente tendo como fonte a lembrança ainda são repassadas nos lugares onde a informação demora a chegar.
            Em decorrência desta memória, enquanto atributos humanos desenvolvidos através de marcas em seu corpo, o homem, com experiência sentimentos limites que os colocam em sofrimento conseguem mesmo, como por exemplo: a consciência de culpa ou “má consciência” [3] É nesse propósito de refletir a cerca dessas questões que envolvem a construção da memória como fator social que possui relevância dentro do contexto de reconstrução dos fatos que optei a se enveredar pro este caminho da historia, com a intenção de através da memória dos mutilados fazer com que se perpetue na lembrança o triste dia 17 de abril de 1996 em Eldorado do Carajás.
O Massacre de Eldorado do Carajás de 17 de abril de 1996, foi um fato histórico de grande proporção, e fez  o pequeno município do sudeste do Pará,  de vocação agrícola, ganhar as páginas de jornais do mundo inteiro.  Esse fato lamentável que ultrapassou todas as barreiras do que pode ser aceito pela sociedade, teve grande repercussão e foi veiculado por toda imprensa mundial. No entanto sabemos que os fatos históricos que tem grandes repercussões são muito noticiados pela mídia por algum tempo, mas depois são esquecidos. Em face disso, não queremos reviver o terror  do massacre nem tampouco os transtorno de vidas de pessoas mutiladas,  mas sim preencher as lacunas dessa história deixada pela mídia. Segundo Freitas (2003), talvez seja esta falsidade, no que se refere à pesquisa historiográfica, que faz com que a “historiografia esteja fadada a ser sempre uma parte da historia das idéias ( e vice-versa) uma vez que sua ocupação com o registro está impregnada das impressões (fantasmagórica ou não) do não registro”[4] A necessidade de narrar a barbárie e a insuficiência  de linguagem  diante do horror e do paradoxo que põe em cheque a relação entre o real e o ficcional, entre historia e ficção. É possível a realidade verbal, de linguagem traduzir um excesso de realidade “vivida”?[5] É nesse propósito que farei com que a experiência vivida pelos sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás ultrapasse as barreiras do esquecimento e possa ser perpetuado para alem daqueles que vivenciaram o triste e fatídico episodio.
Não podemos deixar que um fato dessa proporção caia no esquecimento, e não perca o sentido pois só perde o sentido aquilo que não tem importância. Porém o massacre de Eldorado foi um fato de grande importância, sobretudo para aqueles que sobreviveram àquele dia e para tanto merece ser contado e relembrado, e para ser contado e necessário que se organize as lembranças tanto individual quanto coletiva e para isso foi criado a associação dos mutilados do Massacre de Eldorado do Carajás. Não somente para manter viva a lembrança do Massacre, mas para fazer valer os direitos sociais.
            Este trabalho pretende fazer uma abordagem na íntegra de uma memória viva que reflete e ao mesmo tempo está emanado na lembrança de quem vivenciou o triste acontecimento, e que faz o pensamento de toda sociedade. O tema  explicitará o que de fato está guardado nas lembranças daqueles que presenciaram e foram protagonista do triste episódio, e assim é parte viva e vivida da história do Massacre de Eldorado do Carajás.
            Segundo Jacques Le Goff,  a falta ou perda voluntária ou involuntária,  da memória coletiva nos povos e nas nações,que pode determinar perturbações graves da identidade coletiva.[6] levando em consideração a importância do acontecido temos a possibilidade de explorar uma gama de informações que certamente ainda estão latentes na lembrança de todos que de certa forma fazem parte dos que sobreviveu ao Massacre.  É certo de que a lembrança desse povo ainda possa causar certa estranheza ao ser abordado por um tema que muito lhe causou sofrimento. Porem a memória  não é apenas um instrumento de armazenar e recuperar o passado, mas torna-se uma base importante durante toda vida.[7] A toda hora, somos capazes de recuperar aspectos de nosso passado: é como se nos contássemos historias a nós – mesmos,[8] e a sociedade necessita que essas lembranças se torne objeto de conhecimento de todos, fonte de informação que possa levar conhecimento para aqueles que ainda não ouviram ou não leram a historia desse povo que um dia foram alvo de uma brutal falta de ordem por parte de um sistema que ante de tudo deveria proteger a sociedade. 
           



 5 JUSTIFICATIVA

Esse trabalho de pesquisa pretende analisar como vem se construindo a memória dos mutilados do massacre de Eldorado do Carajás, e de que maneira é cultivado na lembrança dos sobreviventes do dia em que foram submetidos à grande prova de resistência,  ao serem abordados por homens armados com metralhadora. Não pretendo resgatar os fatos como aconteceram, mas sim, o que de fato é lembrado pelos sobreviventes. 
            Para justificar a importância desse trabalho de pesquisa que reaviva a lembrança do Massacre de Eldorado do Carajás, apóio-me na afirmação de Le Goff  quando afirma que “A memória é um elemento essencial do que se costuma chamar de Identidade, individual ou coletiva, cuja busca é uma das atividades fundamentais dos indivíduos  e das sociedades de hoje, na febre e na angustia”.[9] Sabemos o valor real da memória para a perpetuação daquilo que não foi escrito, cada fio de lembrança pode ser uma fonte de historia que o historiador tem que buscar selecionar e fazer o uso de maneira a transformar em historia. A manifestação da memória deve ser entendida como uma luta pele sobrevivência dos relatos que estão guardados nas lembranças e que estão em vias de recordação aguardando um momento para serem extraídas e se transformarem em historias vivia e vivida.


6 PROBLEMÁTICA.

         Quando relatamos nossas mais distantes lembranças, nos referimos, em geral, a fatos que nos foram evocados muitas vezes pelas suas testemunhas. Pode-se recordar sem ter pertencido a um grupo que sustente nossa memória?[10]. Ao nos referimos do Massacre de Eldorado do Carajás,  será que o fato ainda está  presente na lembrança de todos que de alguma forma os vivenciaram? Estarão os mutilados e sobreviventes do Massacre de Eldorado do Carajás dispostos a esclarecer os mecanismos concernentes a uma trajetória histórica de homens, mulheres e crianças que lutavam em defesa de uma vida socialmente digna?  E que, no entanto, foi aniquilada e corrompida pelos malefícios do estado que naquele momento teria como papel principal garantir a proteção de todos. Procuraremos estabelecer relações entre os fatores que de alguma maneira promoveram os procedimentos necessários, propícios e pragmáticos do que significou o massacre para aqueles que vivenciaram, levando em consideração as peculiaridades de cada sobrevivente, especificando a consciência objetiva e subjetiva dos mesmos, a partir das percepções emanadas no contexto de vida real, dando ênfase no desenvolvimento promocional de uma nova filosofia de vida particular dos que ali estavam.
        Buscaremos através da memória coletiva e individual da conta da importância do ocorrido, contextualizando com a repercussão que se diluiu dentro do cenário cultural e político do Estado e da própria Região.


7 METODOLOGIA.

            A produção desse trabalho contará com análise de documentos existentes na sede  da Associação dos Mutilados do massacre de Eldorado do Carajás no Assentamento 17 de Abril em Eldorado do Carajás-Pa. Tais como: Atas das reuniões de criação da Associação, fichas dos Associados, Atas de eleições de troca de diretorias. Bem como entrevista  com membros da associação e pessoas da comunidade. Também será feito análise dos artigos de jornais da região sobre o tema os quais estão na casa de cultura em Marabá.
          O referencial de análise utilizado será a memória, na sua face social, para isso vou recorrer a historia oral. Barros afirma  que A Historia oral se refere a um tipo de fonte produzida pelo próprio historiador ao trabalhar com os testemunho orais.[11]  Produzir a historia de uma sociedade, as lutas de um povo e seus encantos e desencantos, requer muita cautela, visto que a historia de um povo está inegavelmente integrada na sociedade de que é parte. (Rodrigues, 1969)[12]  O que caracteriza a dimensão social da pesquisa e do pesquisador, na medida em que compreende a sua inter-relação, e o seu contexto histórico atrelado a uma rede de significados e interesses que atenda às necessidades da sociedade capitalista, é o que determinam paralelamente a esse processo, a legitimação de um conhecimento comprometido com a realidade histórica.[13] Esse trabalho consiste em analisar o papel da memória  como um elemento construtivo do processo de resgate da historia.
        Dessa forma acredito que as lembranças das pessoas que irei entrevistar sobre o Massacre de Eldorado do Carajás em abril de 1996, certamente contribuirão para a construção de uma identidade coletiva dessas pessoas. Como observou Michael Pollak, “a memória, é um elemento constituinte do sentimento de identidade tanto individual quanto coletivo.”[14] No Entanto não podemos nos enveredarmos pelo lado da generalização uma vez que uma construção coletiva sempre há fronteiras a serem perpassadas. Como comenta o autor, que tanto a memória  quanto a identidade não são manifestações de alguma essência da pessoa ou grupo.[15] Os ecos da Memória ultrapassam os seus protagonistas e atingem uma massa muito maior por meio do que é produzido através da lembrança de pessoas que muito tem a fornecer com relatos orais de fatos que precisam ser constantemente lembrados como o massacre dos trabalhadores rurais de eldorado do Carajás.
          Para  esse trabalho o método de análise dos conteúdos foi o qualitativo. Terá como base a análise de conteúdo de Laurence Bardin. Que define a análise de conteúdo  como:

“Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção de variadas mensagens”. [16]

         A escolha desse método se justifica pela possibilidade de ir além dos significados, da leitura simples do real.[17]
         A análise de conteúdo terá sua organização em três momentos conforme a proposta de Bardin. Primeiro momento: pré-analise, momento em que se organiza e escolhe o material a serem analisados e formulem questões norteadoras, e que elaborem indicadores que fundamentem a interpretação final. O segundo momento será a exploração do material. É o momento da codificação – em que os dados brutos são transformados de forma organizada e "agregadas em unidades, as quais permitem uma descrição das características pertinentes do conteúdo". A codificação compreende a escolha de unidades de registro, a seleção de regras de contagem e a escolha de categorias. E por fim, o tratamento dos resultados, momento em que os dados serão interpretados.




 8 CRONOGRAMA.




         Essa pesquisa será produzida em dois  semestres  e contará com pesquisa no arquivo da associação dos mutilados do Massacre dos trabalhadores de Eldorado do Carajás e arquivos da Casa de cultura em Marabá, bem como entrevistas a pessoas da comunidade e membros da Associação.  
A pesquisa se constituirá conforme tabela abaixo.
        Para isso lançarei mão da bibliografia previamente levantada como; Eclea Bosi, Alessandro Portelle, Jacques Le Goff,   Ricardo Cordeiro, José D’Assunção Barros Antonio Torres Montenegro e artigos que tratarem do tema.

Tabela

Coleta de fontes
Janeiro a abril/2011
Entrevistas
Maio a julho/2011
Analises das fontes coletadas
Agosto a outubro/2011
Sistematização dos texto
Novembro e dezembro/2011
Conclusão e entrega do trabalho
Janeiro/fevereir/2012
                                                                                               












9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.





BOSI, Eclea. Memória e Sociedade Lembrança de Velhos. 8ª edição 1999, Companhia das  Letras São Paulo.

BARDIN, Laurence. (1977). Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70. FERREIRA, B. Análise de Conteúdo.
BARROS, José D’Assunção. O Campo histórico- Considerações sobre as Especialidades na historiografia contemporânea. História unisinos  9(3): 230-242, setembro /dezembro 2005

CARDOSO, Maria Abadia. O campo da História: Especialidades e abordagens, Revista de História e Estudos Culturais julho a setembro de 2005 vol. 2, Ano II nº3.

FIORINDO, Priscila Peixinho. O papel da Memória Construtiva na Produção de Narrativa Oral Infantil a Partir da Leitura de Imagens em Seqüência. São Paulo 2009.

LE GOFF  Jacques, Historia e Memória 1924. p. 421 Tradução Bernardo Leitão... 5ª Ed.- Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2003.

MEN, Liliana; NEVES, Fátima Maria. Debates e Noções no Campo da História da Educação. Revista HISTENDBR On-line.

MONTENEGRO,  Antonio Torres. História ral e memória, a cultura popular revisitada, 6ª Ed.- São Paulo: Contexto, 2007.

OLIVEIRA, Ricardo Cordeiro de. A Memória da Construção e Construção da Memória: A Greve dos Operários da Construção Civil de Belo Horizonte em 1979.

PORTELLI,   Alessandro. História oral italiana: raízes de um paradoxo. Tradução: Rinaldo José Varussa.

SANTANA, Leila Navarro de . Memória: construção sangrenta.




[1] MONTENEGRO, Antonio Torres. História ral e memória, a cultura popular revisitada, 6ª Ed.- São Paulo: Contexto, 2007.
[2] BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade, p. 18.
[3] Memória: construção sangrenta, Leila Navarro de Santana.
[4] Freitas, 2003, p. 09. In Debates e noções no campo da historia da educação.
[5] Livia Reis Testemunho como construção da memória
[6] Jacques Le Goff, Historia e Memoria 1924. p.421.
[7] Priscila Peixinho Fiorindo O papel da Memória Construtiva na Produção de Narrativa Oral Infantil a Partir da Leitura de Imagens em Seqüência.
[8] Ateliê Editorial. A Memória Partilhada.Resenha de Bosi, Ecléa. (2003)
[9] LE GOFF, Jacques , Historia e Memória, 1924. P. 469.
[10] BOSI, Ecléa. Memória e Sociedade Lembranças de Velhos. P. 406.
[11] Maria Abadia Cardoso, O Campo da Historia: Especialidades e Abordagens.
[12] Liliana Men e Fátima Maria Neves, Debates e noções no campo da Historia da educação
[13] Melo Silvia Sousa de. formação de professores: Caminhos e Descaminhos da Prática Docente - Universidade da Amazônia, Belém – Pará, 2001.
[14] Ricardo Cardoso de oliveira, A Memória da Construção e Construção da Memória.
[15] Pollak, Michael. Memória e Identidade Social. In: Estudos Históricos, in , A Memória da Construção e Construção da Memória.

[16]             BARDIN, L. (1977). Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal: Edições 70. FERREIRA, B. Análise de Conteúdo.
[17]             Idem.

Um comentário:

  1. esse trabalho fez parte de requisito para a disciplina de metodologia II.

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